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De produtos coloniais a show de máquinas, confira 10 destaques da Expointer

09/09/2015 Fonte: Zero Hora

A 38ª edição da feira somou R$ 1,708 bilhão em negócios, resultado 37% inferior ao registrado no ano passado

Por: Cadu Caldas

 

Um dos principais destaques da 38ª Expointer, que encerrou no domingo, foi o pavilhão da agricultura familiar. O local foi um dos espaços de maior circulação na feira. Durante os nove dias de atividade, os expositores comercializaram R$ 2,2 milhões, 12,67% a mais do que na última edição.

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O aumento nas vendas acompanhou o crescimento do número de expositores na 17ª Feira da Agricultura Familiar, que reuniu 178 agroindústrias, cinco expositores de plantas e flores e 49 de artesanato, além de sete cozinhas, totalizando 239 empreendimentos e envolvendo mais de mil famílias.

A seguir, confira outros destaques da Expointer.

A estreia da cidade crioula

Uma das atrações da Expointer foi o novo espaço da raça crioula no parque Assis Brasil. Com 11 lojas na área comercial, boulevard, novas baias para os animais e estrutura remodelada para remates, a chamada cidade do cavalo crioulo foi um dos locais mais movimentados da feira.

Banho de leite

O tradicional  banho de leite é dado nos vencedores do concurso leiteiro da raça holandesa. Com cinco anos, a campeã adulta, AG Paraíso 39 Buddy (65,4 litros), não é propriamente uma estreante em disputas. No último ano, venceu quatro de cinco campeonatos.

Mesmo assim, a vitória foi considerada uma surpresa para os proprietários Rafael Facco e o primo e sócio dele, Matheus Facco. Até um mês atrás, o animal estava com tristeza bovina – doença parasitária comum em animais da raça. Na hora do banho, ninguém da família escapou.

Por dentro da colheitadeira

Poucos sabem como funciona uma colheitadeira por dentro. Foi essa a proposta da John Deere, que promoveu uma sessão de cinema para explicar a tecnologia. No filme de 10 minutos, em 3D, foi mostrada a trajetória de um grão de soja da lavoura ao caminhão.

Celular sem sinal

O sinal de celular deixou a desejar no parque Assis Brasil, e o público encontrou bastante dificuldade para receber e fazer chamadas. E não foram só eles. Dezenas de expositores deixaram de fechar vendas porque as máquinas de cartão de débito e crédito estavam fora do ar. A alternativa foi sair do pavilhão à procura de um lugar que tivesse sinal um pouco melhor.

Show de máquinas

Parecia uma cena do filme Transformers, em que máquinas têm vida própria e interagem com humanos. Mas no lugar de carros, tratores, pulverizadores e retroescavadeiras proporcionaram um show à parte aos visitantes em uma arena montada pela New Holland.

Duas vezes por dia, durante 30 minutos, as demonstrações eram feitas em como um espetáculo, com música e apresentadores. Celulares à postos registraram cada manobra, acompanhada por um público cativo na arquibancada.

Pecuária em alta

Os animais foram protagonistas na Expointer. Enquanto a venda de máquinas agrícolas teve uma queda de 38% em relação à edição passada, os remates de bovinos e equinos movimentaram, ao todo, R$ 15,38 milhões, o que fez os negócios envolvendo animais crescerem 23,8%.

Pelo menos para os pecuaristas, a crise passou longe de Esteio. Só o cavalo crioulo respondeu por R$ 12 milhões negociados, o equivalente a 78% dos negócios de animais.

Carnes e receitas na vitrine

Enquanto as mulheres faziam fila para assistir à preparação de receitas e pegar dicas de pratos no estande Vitrine da Alimentação e Nutrição, os homens disputavam espaço no estande logo ao lado, a Vitrine das Carnes, um dos locais mais visitados da feira. Com uma cozinha integrada, foram realizadas demonstrações diárias de receitas, ao mesmo tempo em que os cortes de carnes bovina, ovina e suína eram feitos.

Fiscais agropecuários em greve

Com o parcelamento dos salários dos servidores, fiscais agropecuários – responsáveis pelo controle de entrada e saída de animais – cruzaram os braços entre meio-dia e 18h durante quatro dias. Graças ao aviso prévio dado a todas as associações, a paralisação dos cerca de 60 profissionais não gerou grandes transtornos – a maioria dos proprietários dos animais se programou para entrar no parque em horários alternativos. 

Discurso de crise e vaias

Na abertura da feira, quando veio à tona que a primeira parcela do salário dos servidores estaduais seria de R$ 600, o governador José Ivo Sartori não quis comentar o assunto no parque. Nos demais pronunciamentos que fez ao longo da semana, porém, enfatizou a crise financeira do Estado.

Na última sexta-feira, Sartori foi vaiado e chamado de "caloteiro" durante a inauguração da feira. No palco, o governador reagiu pedindo conciliação:

– Pedras funcionam melhor para construir do que para destruir.